Educação financeira infantil: 8 dicas para falar sobre o tema

educação financeira infantil

Um tema que ainda é pouco discutido nas escolas e também dentro de casa é a educação financeira infantil. No entanto, é imprescindível que pais e professores abordem a questão para que possam melhorar cada vez mais a relação das crianças com o dinheiro.

Quando se trata desse assunto, muitas pessoas acabam fazendo ligação com o ato de aprender a economizar. Mas é importante ficar claro que educação financeira vai muito além disso. Ela se refere ao entendimento do dinheiro e também de todas as informações que estão ligadas a ele.

Dessa forma, a pessoa passa a ser mais consciente para tomar as decisões que envolvem seus recursos. Isso porque ela entende as oportunidades e os riscos que estão ligados a uma transação, estando melhor preparada para isso.

No caso das crianças, em especial, é importante adotar uma abordagem consciente e saudável! Não sabe como fazer isso? Não se preocupe, este texto tem 8 dicas incríveis que ajudarão no processo! Boa leitura!

[Especial dia das crianças] Almanaque de atividades para completar e se divertirPowered by Rock Convert

1. Compreenda as possibilidades de cada idade

As questões que envolvem dinheiro estão presentes no nosso dia a dia e podem ser discutidas com as crianças desde os primeiros anos de vida. Para tanto, é preciso adequar a conversa às possibilidades e à maturidade dos pequenos, sempre aproveitando ao máximo a curiosidade que demonstram.

Por exemplo, para aqueles que ainda estão aprendendo a contar, mas que ainda não têm noções básicas de matemática, é indicado abordar o assunto de maneira simbólica. Uma boa ideia é utilizar folhas de tamanhos ou cores diferentes que possam representar valores distintos. A imaginação deve ser usada para simular situações que tratem o consumo consciente.

Depois dos seis anos de idade, a criança já passa a exercitar suas decisões e escolhas com muito mais autonomia. Por isso, você já consegue levá-la para um ambiente que fique fora da brincadeira.

Sendo mediador, você pode dar à criança um valor pequeno para que ela compre um doce ou sorvete preferido. Será que o dinheiro vai ser suficiente? É melhor comprar um chocolate ou cinco pirulitos? São muitas as oportunidades de trabalhar esse tema e elas vão surgir de modo espontâneo.

As crianças com 11 anos já podem ser desafiadas com uma responsabilidade maior, assumindo até mesmo o orçamento do lanche da escola. É importante que, em todas as idades, antes dos pais cederem a um pedido para que completem determinado valor, as crianças sejam estimuladas à buscar soluções com o que lhes foi dado (não importa que seja pouquinho!). Assim, aos poucos, elas conseguirão compreender as vantagens buscar opções mais acessíveis, de poupar dinheiro, a finitude dele e evoluam na administração dos recursos.

2. Sugira jogos que tenham o financeiro como tema principal

As crianças podem assimilar algumas habilidades financeiras por meio de jogos. Isso permite um desenvolvimento infantil muito didático e eficiente. E o melhor: as atividades conseguem envolver toda a família! Veja alguns exemplos interessantes:

  • Banco Imobiliário Kids (para crianças acima de cinco anos): o propósito desse jogo é acumular a maior fortuna. São muitos termos novos e importantes que podem ser trabalhados no mundo da criança;
  • Jogo da Mesada (para crianças acima de seis anos): como precisam passar o mês com o dinheiro da mesada que os pais dão, neste jogo, elas vão conhecer algumas noções básicas de juros e de empréstimos. Vão saber lidar com essa tarefa de forma mais fácil;
  • Jogo da Vida (para crianças acima de sete anos): simula desde situações reais cotidianas até outras mais distantes das crianças dessa idade, como entrar em uma faculdade. Assim, elas começam a aprender a lidar com o dinheiro em diferentes cenários.

Outra ideia interessante é assistir a filmes para crianças que abordem o tema educação financeira. Alguns bons exemplos são:

  • À Procura da Felicidade (classificação indicativa livre);
  • Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (classificação indicativa: 10 anos);
  • Até que a Sorte Nos Separe (classificação indicativa: 12 anos);
  • O Preço do Amanhã (classificação indicativa: 12 anos).

3. Trabalhem em um projeto juntos

Incluir as crianças nas decisões da casa e também em projetos da família é uma ótima forma de ensinar a educação financeira. Você pode fazer isso ao pensar na próxima compra do mês e em outras situações comuns do dia a dia. É muito interessante usar o quadro de incentivo para as crianças, pois assim você pode especificar cada tarefa.

Mais uma maneira interessante para fazer isso é se planejar para juntar uma quantia a ser destinada para uma viagem em família ou para compra de algo que a criança deseja. Ou seja, trabalhar em um projeto conjunto com a criança, determinando o valor que deve ser conquistado e o tempo para isso.

Desse jeito, ao pesquisar, fazer contas e comparar preços, as crianças acabam desenvolvendo a capacidade de memorização e o raciocínio lógico.

4. Tenha um cofrinho em parceria com a criança

Uma forma de apresentar o mundo financeiro aos pequenos é por meio de um cofrinho. Isso por ser feito a partir dos três anos de idade e é muito eficaz, afinal, ajuda a ter uma noção da necessidade de juntar dinheiro para que possam comprar algo que custa mais caro, por exemplo.

Esse é um bom exercício quando a criança quer comprar um brinquedo que gostou muito ou algo supérfluo – sugira que ela guarde os valores para conquistar tal coisa no seu cofrinho.

Assim, em determinado período, ela vai conseguir retirar o dinheiro de lá para realizar seu desejo. Tal atitude vai mostrar quanto tempo é necessário guardar para atingir seus objetivos.

5. Dê pequenas contas para o pequeno pagar

Quando as crianças são maiores (mais ou menos 12 anos de idade), os pais já podem entregar (sempre sob supervisão) pequenas contas para que elas tenham a responsabilidade de fazer o pagamento. Pode ser a mensalidade de uma assinatura ou de um pacote controle do celular.

O valor da prestação não tem que ser alto. O ideal é que a criança comece a lidar com compromissos do mês para que programem sua mesada considerando gastos com alimentação, responsabilidades fixas e lazer.

6. Se estiver à seu alcance, ofereça uma mesada ou semanada

A mesada é um valor fixo que os pais podem dar para as crianças todos os meses (ou semanalmente, que é mais indicado para as crianças menores). O objetivo é que o pequeno faça uso conforme seus próprios critérios. Ele que vai decidir se vai gastar o valor ou se vai guardar.

Com a oportunidade de fazer essa gestão, a criança consegue aplicar seus conhecimentos em educação financeira infantil. Assim, pode testar todas as consequências e os impactos de suas decisões em uma escala totalmente controlada.

7. Não troque notas altas na escola por dinheiro

É fundamental que a mesada seja uma “prova prática” sobre como as crianças estão assimilando os conhecimentos adquiridos sobre educação financeira. Mas é importante ter em mente que não é necessário relacionar mesada com estudos.

É preciso que a criança entenda desde cedo que, da mesma forma que acontece com os adultos, ela também tem obrigações que precisam ser cumpridas — e claro que uma delas é a dedicação aos estudos. Portanto, atrelar o ato de estudar à dinheiro pode não ser a solução.

8. Ensine a importância de registrar os gastos

Como os pais são os responsáveis pelas finanças da casa, já sabem a importância de manter todas as entradas e saídas de dinheiro muito bem registradas. Isso pode ser feito usando uma planilha, um bloco de notas ou ainda um aplicativo de controle financeiro.

Só fazendo todo esse registro é possível saber para onde o salário está indo, se é preciso fazer alguma economia e, principalmente, quais são os gastos que podem ser reduzidos ou cortados. Portanto, é fundamental passar esse ensinamento para as crianças, mostrando a elas os benefícios de ter as despesas registradas e, claro, apresentando a melhor forma de fazer essa tarefa de modo prático, preciso e eficiente.

Também é fundamental pensar em maneiras interessantes de transformar todo esse conhecimento em um momento bem lúdico no dia a dia.

Por fim, vale falar da importância dos pais serem exemplos – e essa é uma dica valiosa para qualquer tipo de ensinamento passado para os filhos. Ao mostrar seus esforços em planejar e gerir o dinheiro, terão muito mais credibilidade para ensinar os filhos e ainda poderão aprender junto com eles.

Você gostou deste texto sobre educação financeira infantil? Quer continuar aprendendo com nossos conteúdos? Então aproveite a visita em nosso blog e conheça 5 ideias de atividades de matemática para educação infantil!

Nota de rodapé: As informações contidas nesse material se baseiam em estudos psicológicos da criança e seu desenvolvimento, e servem de base para ajudar você com o desenvolvimento e a educação das crianças. Os resultados de tais métodos podem variar de acordo com cada criança, pois seu desenvolvimento dependerá de aspectos individuais e sociais de cada pessoa.

Notícias relacionadas

EnglishPortuguêsEspañol