Será que a educação inclusiva no Brasil já é uma realidade?

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Nos últimos anos, devido a avanços em várias áreas da ciência, ficou bem mais fácil trazer oportunidades para crianças com deficiência, problemas de socialização, dificuldade de aprendizado ou, mesmo, falta de recursos. Boa parte disso se deve à ênfase dada à educação inclusiva no Brasil, que vem integrando políticas públicas em todo o país.

É claro que, na prática, esse é um grande desafio, especialmente para os educadores que atuam diretamente com essas crianças. Ainda existem muitos desentendimentos com relação à forma como ela é implementada. Além disso, mesmo que esse seja um tema sempre discutido, sua realidade pode ser um pouco diferente do ideal.

Para ajudar você a entender melhor o cenário atual, vamos falar um pouco sobre os principais temas relacionados à educação inclusiva no Brasil e como ela pode ser promovida. Acompanhe!

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O que é a educação inclusiva e qual é a sua importância?

De forma geral, a ideia de inclusão está relacionada à igualdade de tratamento. Na educação, esse conceito se refere, principalmente, a crianças com deficiência e dificuldades de aprendizado e à sua inclusão no ambiente escolar. Trata-se de um processo social, em que elas são consideradas parte do grupo, com os mesmos direitos e deveres.

Essa prática tem grande valor para todos os jovens que buscam acesso a oportunidades, além de espaço e pertencimento. Assim, um processo de educação mais inclusivo é indispensável para que o desenvolvimento infantil ocorra de forma saudável.

Há diferença entre “educação especial” e “educação inclusiva”?

Esses podem parecer conceitos muito próximos, mas se referem a coisas diferentes. Como já mencionamos, a educação inclusiva é aquela que busca tornar crianças com deficiência ou dificuldade de aprendizado parte do ambiente comum de educação.

Já a educação especial se refere aos métodos de ensino feitos especificamente para esses grupos, podendo envolver atividades separadas suplementares. A ideia da educação especial é trabalhar o potencial da criança e a forma como ela se diferencia das demais. Em muitos aspectos, a educação especial é uma parte do processo de educação inclusiva.

O que a lei diz sobre a educação inclusiva no Brasil?

De acordo com o atual Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020), a educação especial foi estabelecida como uma das frentes na implementação da educação inclusiva. Ela também define como seu público-alvo:

  • alunos com deficiência, seja ela física, intelectual, auditiva, visual ou múltipla;
  • crianças com Transtorno Geral de Desenvolvimento (TGD);
  • crianças com altas habilidades.

Nesse sentido, caso o aluno apresente necessidades especiais de educação que vão além do que é oferecido pelo sistema básico, ele pode se beneficiar de apoio extra em sua jornada — lembrando que uma mesma criança pode ter demandas múltiplas. Alguns exemplos comuns desse auxílio são:

  • linguagem de comunicação específica para pessoas com deficiência visual e/ou auditiva;
  • mediação e orientação para crianças com deficiência intelectual;
  • adaptação do ambiente e do material em caso de deficiência física ou limitações motoras;
  • estratégias de regulação do comportamento para TGD;
  • conteúdo específico e/ou de grau mais alto para crianças com habilidades elevadas.

Qual é a realidade da educação inclusiva no Brasil?

Atualmente, qualquer aluno com necessidades especiais pode ser matriculado em uma escola regular, tendo em vista que, para que haja inclusão, a criança deve frequentar o mesmo ambiente que as demais. Porém, caso ainda precise de auxílio para acompanhar os colegas e promover suas capacidades, ela pode ser matriculada em uma escola especial, onde terá o direito de receber o Atendimento Educacional Especializado (AEE).

Antigamente, a educação especial era usada como substituta para o ensino padrão, o que reforçava a separação entre os grupos. Porém, com a perspectiva da inclusão se tornando a norma, esse tipo de divisão caiu em desuso. O ideal é que, sempre que possível, a criança receba AEE dentro da própria escola, junto das suas atividades comuns.

A educação inclusiva passou a fazer parte da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva em 2008, quando a participação da população com deficiência nas escolas ainda era bem menor. De acordo com o censo escolar de 2010, 30% das crianças com deficiência de até 14 anos não estavam na escola.

Quais são os desafios da educação inclusiva?

Mesmo com o claro avanço, promover a educação inclusiva no Brasil ainda é um desafio. Isso, especialmente para os educadores que atuam nas escolas, que, além de acompanhar essa realidade, também precisam pensar em como trazer essa perspectiva para a sala de aula.

Veja, aqui, alguns dos obstáculos que você pode enfrentar e como eles se apresentam.

Comunicação e socialização

A capacidade de se envolver com o grupo é indispensável em qualquer programa de inclusão. Isso inclui, também, as crianças, que devem ser capazes de interagir e se respeitar mutuamente.

É exatamente por promover oportunidades para que todos se expressem que atividades em grupo são tão comuns ao longo dos anos escolares. Um bom exemplo é a prática da arte na educação infantil. Atividades coletivas como pintura e desenhos servem como ponte para o entendimento entre as crianças, reduzindo a necessidade da linguagem.

Atividades adaptadas

Para que as crianças com necessidades especiais sejam incluídas em certas atividades, elas precisam passar por uma adaptação. Aquelas que têm dificuldades intelectuais, por exemplo, podem precisar de mais tempo e auxílio em atividades de matemática. O mesmo pode ocorrer com a educação física. Ao elaborar um plano de atuação, portanto, é importante levar em conta a capacidade que cada um dos alunos tem de executá-las.

Flexibilização do currículo

Por fim, mas não menos importante, alguns currículos educacionais precisam ser adaptados para essas crianças. Porém, tais mudanças não podem levar à formação de um plano paralelo, que separe os alunos.

Aulas eletivas são possibilidades para solucionar o caso. Nelas, cada aluno pode buscar atividades por conta própria, de acordo com suas preferências e capacidades, mas sem rotular um grupo.

Promover uma educação inclusiva no Brasil é um desafio, mas também deve ser um objetivo constante de todo educador. Para fazer sua parte, você precisa continuar se atualizando em sua área, buscando conhecimento e se preparando para auxiliar seus alunos.

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As informações contidas neste material se fundamentam em estudos psicológicos da criança e servem de base para ajudar com o seu desenvolvimento e educação. Os resultados de tais métodos podem variar de acordo com cada criança, pois dependerão de aspectos individuais e sociais.

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